ONU marca Dia Internacional das Abelhas com alerta sobre crise dos polinizadores

Pesticidas, mudanças no uso da terra e monocultura são algumas das ameaças; abelhas contribuem para a segurança alimentar e são essenciais para conservação da biodiversidade; maioria das cerca de 30 mil espécies de abelhas são polinizadores. 

 

    

Pesticidas, mudanças no uso da terra e monocultura são algumas das ameaças; abelhas contribuem para a segurança alimentar e são essenciais para conservação da biodiversidade; maioria das cerca de 30 mil espécies de abelhas são polinizadores.

As abelhas e outros polinizadores, como borboletas, morcegos e beija-flores, estão cada vez mais ameaçados pelas atividades humanas.

Os polinizadores permitem que muitas plantas, incluindo culturas alimentares, se reproduzam. Eles contribuem diretamente para a segurança alimentar, são essenciais para a conservação da biodiversidade e também servem como sentinelas para riscos ambientais emergentes, sinalizando a saúde dos ecossistemas locais.

Ameaças

A maioria das 25 mil a 30 mil espécies de abelhas são polinizadores efetivos e juntamente com mariposas, moscas, vespas, besouros e borboletas compõem a maioria das espécies polinizadoras.FAO/ Fernando Reyes Pantoja

Insetos invasivos, pesticidas, mudanças no uso da terra e práticas de monocultivo podem reduzir os nutrientes disponíveis e ameaçar as colónias de abelhas.

Para aumentar a consciência sobre a importância dos polinizadores, as ameaças que enfrentam e sua contribuição para o desenvolvimento sustentável, a ONU designou 20 de maio como o Dia Mundial da Abelha.

A data coincide com o aniversário de Anton Jansa, pioneiro em técnicas modernas de apicultura que no século 18, que na Eslovénia evidenciou a capacidade de trabalho das abelhas.

Implicações

Hoje sabe-se que abelhas, borboletas e outros polinizadores têm impacto em áreas como alimentos consumidos, como frutas e vegetais, dependem diretamente de polinizadores e garantem a diversidade alimentar.

Segundo a ONU, eles não apenas ajudam a garantir a abundância de frutas, nozes e sementes, mas também sua variedade e qualidade, o que é crucial para a nutrição humana. Além da alimentação, os polinizadores também contribuem diretamente para medicamentos, biocombustíveis, fibras como algodão, linho e materiais de construção.

A polinização é um processo fundamental para os ecossistemas terrestres, para a produção de alimentos e para a subsistência humana. O processo  liga diretamente os ecossistemas selvagens aos sistemas de produção agrícola.

 

FAO/Alessia Pierdomenico
Evento celebra o Dia Mundial da Abelha, na sede da FAO em Roma.

Diversidade

A maioria das 25 mil a 30 mil espécies de abelhas são polinizadores efetivos e juntamente com mariposas, moscas, vespas, besouros e borboletas compõem a maioria das espécies polinizadoras.

Há também polinizadores de vertebrados, incluindo morcegos, mamíferos não-voadores, como várias espécies de macacos, roedores, lêmures, esquilos, e aves beija-flores, pássaros, e algumas espécies de papagaios.

A compreensão atual da polinização mostra que, embora existam relações específicas entre as plantas e seus polinizadores, a abundância e a diversidade de polinizadores garante que o processo seja saudável.

Mudanças climáticas

Um conjunto diversificado de polinizadores, com diferentes características e respostas às condições ambientais, também é uma das melhores maneiras de minimizar os riscos devido à mudança climática.

A sua diversidade garante que há polinizadores eficazes não apenas para as condições atuais, mas também para as condições futuras. Como resultado da biodiversidade, a resiliência pode, portanto, ser construída em agroecossistemas.

No entanto, os polinizadores enfrentam os principais desafios atuais, que incluem a agricultura intensiva, os pesticidas e a mudança climática.

ONU

 

 

Redação

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