Cinco dicas para começar a planejar suas finanças

 

 

            O cotidiano, ainda mais em momentos movimentados como os que vivemos, pode gerar desorganização e fazer com que percamos o controle das nossas finanças pessoais. Quando percebemos, não somos mais capazes de visualizar a entrada e saída de dinheiro de maneira objetiva, o que tende a gerar novos problemas. O planejamento  e o entendimento das possibilidades de investimento são fatores essenciais para a construção de uma vida financeira saudável e tranquila e, para ajudar nos primeiros passos desse percurso, seguem cinco dicas:
1. Gaste menos do que ganha: faça seu orçamento do mês.
O orçamento pessoal é fundamental para você ter um controle efetivo dos seus ganhos e gastos, além de ser uma forma eficiente para você saber para onde vai seu dinheiro. Por isso, ao longo do mês, anote tudo o que recebe e todas as despesas  de forma separada. Não é necessário ser muito detalhista, foque em registrar a data da movimentação da quantia e o valor
Após isso, separe seus gastos por grupos, por exemplo: supermercado (alimentos, bebidas, produtos de limpeza e de higiene pessoal), casa (aluguel, IPTU, internet, celular, gás, energia), saúde (remédios, médico, hospital), educação (escola, cursos, materiais escolares), transporte (combustível, transporte público, manutenção do carro), cuidados pessoais (roupas, salão de beleza, tratamentos estéticos, cosméticos, academia) e lazer (cinema, viagens, restaurantes e bares, móveis para casa).
Ao final, compare seu total de recebimentos com o total de gastos. O ideal é que sobre dinheiro para que você invista para o futuro. Por menor que seja o valor, tente poupar um pouco do que ganha. Observe para qual grupo está indo a maior parte de seu dinheiro. Caso você esteja gastando mais do que ganha, pode começar a cortar os gastos em coisas menos essenciais.
2. Olhe para seus sonhos de vida: planeje a longo prazo.
Analise seu orçamento e veja se é condizente com o que deseja para sua vida. Se você deseja fazer uma viagem ao exterior e não consegue economizar o suficiente por mês, reduza seus gastos em alguns grupos para economizar e realizar seu sonho. Não se esqueça de preservar sua poupança ou uma porção dela para qualquer emergência.
3. Espere o improvável: faça uma reserva de emergência
Conseguir guardar um pouco de dinheiro por mês é muito importante para que você possa viver com maior tranquilidade. Dentro disso, comece direcionando um valor  para a reserva de emergência (leiam-se situações inesperadas da vida como uma batida de carro, uma emergência médica ou veterinária, a troca de eletrodomésticos ou uma viagem inesperada).
De preferência, esse “extra” deve ser igual a três vezes o valor de seus recebimentos mensais e não se esqueça de manter tudo uma conta separada de sua conta corrente, para não cair na tentação de gastar. Essa reserva  também deve ser mantida em um tipo de investimento que você tenha acesso quando precisar de forma rápida, para isso, a conta poupança é uma ótima alternativa.
4. Entenda os riscos: saiba onde vai investir seu dinheiro e quanto risco você suporta
Quando se fala em investimentos, há muitas alternativas no sistema financeiro. Temos os investimentos em renda fixa, que possuem data de vencimento e são atrelados a uma taxa de juros, e temos aqueles em renda variável, para os quais não conhecemos a rentabilidade do investimento.
Quando investe em renda fixa, você está emprestando seu dinheiro para o governo, um banco ou uma empresa. Por isso, conheça muito bem a capacidade de pagamento de quem está tomando seu dinheiro emprestado. O governo é o tomador com maior capacidade de pagamento da economia e você pode investir nos títulos do governo federal por meio do Tesouro Direto. Outro investimento muito comum, sempre ofertado pelos gerentes de contas, é o CDB (Certificado de Depósito Bancário).
Tanto investimentos em Tesouro SELIC, quanto em CDBs que pagam 100% do CDI com resgate diário, são boas alternativas para sua reserva de emergência e possuem, atualmente, rentabilidade maior que a poupança.
Já caso você escolha investir em renda variável, o investimento mais conhecido são as ações. Se você investir nesse formato, estará se tornando sócio da empresa, então escolha uma empresa em que você tenha confiança e que você goste do negócio da empresa, dentre outras características.
5. Não deva: cuidado com dívidas no cartão de crédito ou no cheque especial
Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, pagar o mínimo da fatura do cartão de crédito é umas das piores atitudes para suas finanças. Caso não consiga pagar toda sua fatura do cartão, tome emprestado por uma outra linha de crédito e pague toda a fatura do mês.
E atenção: dívidas recorrentes são muito ruins para seu bolso e para sua vida. Se este é seu caso, faça seu orçamento e veja o que pode cortar de despesas ou como pode aumentar sua renda.

Maria Paula Vieira Cicogna – pós-doutora em economia pela USP e professora de Finanças da Faculdade de Campinas (Facamp)

Redação

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