Brasil deve cumprir meta voluntária de redução das emissões de CO2 em 2020

Caderno publicado pelo Ipea analisa desempenho do país em relação ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 13, que trata das mudanças climáticas
O Brasil caminha para atingir a meta de redução nas emissões de dióxido de carbono (CO2) em 2020. A projeção está no caderno Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 13, publicado nesta segunda-feira, 14, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O estudo aponta que a meta voluntária nacional de emitir 1.977 milhões de toneladas de CO2eq (CO2 equivalente, unidade de medida das emissões de gases do efeito estufa) é considerada factível na avaliação das pesquisadoras, caso não ocorram alterações bruscas nas políticas nacionais sobre esse tema.
O diagnóstico leva em consideração a série temporal de estudos sobre as emissões de CO2 no país – gás que é o principal responsável pelo aquecimento global e pelas mudanças climáticas. De acordo com os dados analisados, em 2005 o Brasil emitiu 2.133 milhões de tonCO2eq. Já em 2015, o volume caiu para 1.368 milhões, o que corresponde a uma redução de 35,9%. No entanto, os pesquisadores advertem para a importância da manutenção das políticas públicas efetivas que permitiram essa mitigação. A meta estabelecida para 2030 no âmbito do Acordo de Paris é atingir o nível de 1.208 milhões de tonCO2eq.
Entre os principais programas avaliados no estudo, as pesquisadoras Enid Rocha e Valeria Rezende analisaram os resultados obtidos pela Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC). A iniciativa vem sendo implementada desde 2009 e conta, por exemplo, com o Plano ABC (Agricultura de Baixo Carbono), que, segundo o estudo, apresenta indicadores com impactos positivos, contribuindo para reduzir as emissões de CO2 no país. O vasto conjunto de incentivos e investimentos que resultaram em crescente participação das energias renováveis na matriz energética nacional também vem contribuindo para o atingimento da meta.

Na avaliação da coordenadora do estudo, Enid Rocha, o caderno ODS 13 mostra que os programas e as ações em curso no enfrentamento às emissões de CO2 permitiram alcançar resultados positivos no Brasil. “O cenário ainda não é o ideal em termos de políticas preventivas às mudanças climáticas, mas os números obtidos confirmam avanços sólidos no período analisado”, afirma a pesquisadora.

Gestão de risco

O caderno ODS13 também analisou os impactos da Política Nacional de Gestão de Riscos e Respostas a Desastres Naturais. Essa política vem sendo implantada desde 2012 e está estruturada em quatro eixos: Resposta, relacionada ao socorro e à assistência às vítimas de desastres naturais e à reconstrução de serviços públicos essenciais; Monitoramento e Alerta, que visa acompanhar os municípios e as localidades com as maiores ocorrências desses fenômenos; Ações de Prevenção, relativas principalmente a obras para impedir desastres, como contenção de encostas e drenagem urbana; e Mapeamento das Áreas de Risco, com estudos que auxiliem o planejamento urbano adequado.

Ipea

 

Redação

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