Qual é o símbolo que representa o seu propósito?

 

Alcion Bubniak

A comunicação é um dos atributos que diferenciam o ser humano dos animais. É pela comunicação que transmitimos a nossa percepção do mundo e da vida interior, para o exterior. E interagimos com as outras percepções e vidas de pessoas diferentes. A capacidade de comunicação, ao longo das eras, tem sido a responsável por todos os êxitos e fracassos das iniciativas. Saber falar com cada público específico, com uma linguagem compreensível, resulta na sinergia dos resultados seguintes.
As palavras transportam conceitos e emoções. E quando são bem empregadas, conseguem modificar para sempre a impressão que se tem sobre os assuntos tratados. As versões dos fatos não conseguem alterar a sua essência, mas apenas trazem impressões a seu respeito. É nesse particular que o otimismo acompanha a percepção do lado positivo, pois tudo expressa a dualidade na natureza. De acordo com a biologia, o ser humano ainda é um animal em construção, que precisa se adaptar às condições do mundo em que habita.
Neste universo de palavras e conceitos, onde já ficaram superadas as condições básicas de existência, como moradia, segurança, saúde e alimentação, a comunicação passa a ser o principal elo para a interação e os relacionamentos, seja pela comunicação visual ou verbal. Trata-se de uma verdadeira ciência a disposição das pessoas e empresas, que para evoluir, necessitam desenvolver e explorar todo o potencial existente.
Tanto na expressão verbal ou na visual, coexiste a participação inevitável da simbologia, já que o sistema de percepção humana converte tudo em símbolos, seja em suas dimensões inconscientes ou subconscientes. E a partir desse momento, as ideias possuem os seus próprios ritmos e rotas. Os símbolos trazem consigo o poder de materializar os pensamentos, sejam compostos de letras ou de grafismos.  O símbolo promove a interação, representando e gerando significado para tudo o que nos cerca.
Se cada ideia, para ser materializada, precisa de uma codificação pelo emissor, para posteriormente ser decodificada pelo receptor, o símbolo é o instrumento inerente ao processo. E precisa transitar em um eixo descomplicado, focado e sem confusão. É neste sentido que os propósitos das pessoas e das marcas, conseguem atingir os seus objetivos. Nos bastidores de cada acontecimento, coexiste um proposito e uma simbolização.
Para empresas, produtos, patentes e marcas, isso não é diferente. Tanto que a legislação adaptou o registro de marca tridimensional para produtos que se transformaram em verdadeiros símbolos condutores de conceitos. Os exemplos estão na garrafa original da “Coca-Cola”* e a embalagem futurística do “Yakult”**. Estes exemplos correspondem ao degrau máximo do design: ser reconhecido e atemporal, a ponto de ser transformado em aspecto de símbolo, ou seja, de marca, que pela própria palavra, exprime o sentido de “marcar”.
Diante de toda esta complexidade, o propósito de uma pessoa, ou de um grupo de pessoas, seja sob a forma de uma instituição ou empresa, deve revelar em sua identidade e ações, os propósitos que promoveram a sua formação. E que, portanto, devem estar representados por meio de símbolos, com suas mensagem intrínsecas bem definidas e posicionadas, o que é um dos segredos de sua perpetuidade.

*”Coca-Cola” é marca registrada de “Coca-Cola Company”, empresa americana fundada em 1886 pelo farmacêutico John Stith Pemberton.

** “Yakult” é marca registrada de “Yakult Honsha”, empresa japonesa fundada pelo microbiologista Minoru Shirota em 1938.

 

Alcion Bubniak, é formado em Desenho Industrial e como Agente de Propriedade Industrial (credenciado ao INPI API 116), atua há mais de 30 anos na assessoria de proteção à propriedade intelectual com extensão aos aspectos mercadológicos, de design, branding e estratégias comerciais.

 

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