Procon-SP notifica empresas por golpes via WhatsApp

Aumento em número de casos motivou atuação do órgão
O Procon de São Paulo notificou as empresas WhatsApp Inc., OLX Atividades de Internet Ltda., Zap S/A Internet e MercadoLivre Atividades de Internet Ltda. para que informem que providências têm adotado para garantir a segurança dos consumidores e usuários. A notificação foi motivada, de acordo com o órgão, pelos registros de golpes aplicados a partir de anúncios de venda de produtos e serviços na internet.
Foi solicitado também que as empresas informem como o consumidor tem sido alertado sobre o golpe e se existe uma campanha de esclarecimento sobre os serviços ofertados.
As empresas têm 72 horas para responderem ao Procon-SP. A Agência Brasil entrou em contato com as empresas citadas e aguarda um posicionamento sobre a notificação.
A OLX informou que até o momento não foi notificada pelo Procon-SP. A empresa reforça que não solicita código de verificação ou senhas fora do site para nenhum usuário e recomenda sempre que as negociações aconteçam via chat, na plataforma. A empresa destaca também que investe continuamente em tecnologia e na comunicação de melhores práticas de compra e venda, com alertas durante a jornada do consumidor na plataforma e informações em seus canais oficiais e redes sociais.
O Grupo ZAP informa que também não recebeu a notificação do Procon. Em nota, a empresa afirma que vem monitorando os casos e “está atuando de forma ágil para combater esta prática ilegal”. “Estamos sempre muito perto de nossos clientes e mantemos farta comunicação por todos os nossos canais de atendimento a fim de esclarecer os fatos e fornecer as ferramentas necessárias para que não se tornem vítimas”, destaca a nota.
Sobre o golpe
De acordo com o Procon-SP, os golpistas monitoram sites de venda e entram em contato com um vendedor, que possa vir a ser alvo em potencial, enviando mensagem por SMS. Os golpistas afirmam que a mensagem enviada via SMS trata-se de um código que deverá ser digitado pelo WhatsApp para que o vendedor “regularize” seu anúncio na internet. Na verdade, o código é um PIN de autenticação do Whatsapp que, de posse do golpista, possibilita que a conta do aplicativo seja clonada.
O objetivo dos golpistas é roubar a conta do WhatsApp para usá-la em outro aparelho. Com o domínio da conta, eles passam a se comunicar com os contatos cadastrados na agenda do telefone.

Agência Brasil

 

Redação

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