Presidente Jair Bolsonaro aponta nióbio como riqueza para o país

Seminário em Brasília discute os usos do metal no Brasil
Maior produtor de nióbio do mundo, o Brasil também quer ser destaque no desenvolvimento de tecnologias a base do minério. Nesta quinta-feira (05), especialistas e técnicos do setor discutiram o potencial do metal durante o seminário “Liderança Brasileira na Cadeia Produtiva do Nióbio”, realizado no Ministério de Minas e Energia.
Durante o evento, o presidente da República, Jair Bolsonaro, destacou o papel do Brasil na produção de nióbio e defendeu o potencial do recurso para produção mundial. “É uma riqueza que está embaixo da terra. Acredito que muito mais importante que o petróleo – que parece que tem uma data, não para acabar, mas para começar a cair o uso de forma bastante drástica”, disse.

O Brasil responde por cerca de 90% da produção mundial de nióbio. O nióbio é usado na produção de aço de alta resistência e está presente em setores como transporte, engenharia, indústrias nuclear, espacial e no desenvolvimento de novas tecnologias.

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, disse que o país precisa trabalhar a cadeia inteira do nióbio, desde a mineração até produtos acabados, em especial os materiais avançados. E afirmou que o ministério tem esse trabalho como uma de suas prioridades.

Nós estamos bem adiantados em se ter em 2020 um laboratório nacional de materiais avançados para congregar todos os esforços que estão sendo feitos no país nestas áreas, assim como um centro de tecnologia de materiais que vai transformar esta pesquisa em produtos. Trazendo o setor privado junto e gerando riquezas para o país”, destacou Marcos Pontes.

O secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia, Alexandre Vidigal, destacou que o minério está entre os três produtos mais exportados pelo Brasil. “O nióbio tem uma participação bastante importante no cenário da mineração brasileira. É o terceiro item da pauta de exportações, com valores na ordem de US$ 2 bilhões. É algo bastante relevante”, ressaltou.

O seminário também abordou o processo atual da cadeia produtiva do nióbio e perspectivas para o futuro, sua importância para o desenvolvimento tecnológico nacional, bem como usos e aplicações.

Agência Brasil

 

Redação

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