Presidente brasileiro faz visita de Estado à Índia a partir desta sexta-feira 

Ele é convidado de honra nas comemorações do Dia da República indiana, que ocorre dia 26 de janeiro. Há previsão de encontros com autoridades locais e empresários.
O presidente Jair Bolsonaro participará, como convidado de honra, das comemorações do 71º aniversário do Dia da República da Índia, em Nova Delhi. Em resposta ao convite do primeiro-ministro Narendra Modi, feito no ano passado, durante a reunião da 11ª Cúpula do Brics, em Brasília (DF), Bolsonaro realizará uma visita de Estado ao país entre os dias 24 e 27 de janeiro.
O Dia da República é um desfile como o nosso Sete de Setembro, mas absolutamente monumental e que é uma grande tradição indiana e eles chamam um só chefe de estado por ano. Portanto, é uma homenagem muito especial que o primeiro-ministro Modi queria fazer ao nosso presidente e ao Brasil”, explicou o embaixador do Brasil na Índia, André Corrêa do Lago, em entrevista ao Planalto.
No encontro com Modi, durante a Cúpula do Brics, em Brasília, em 2019, Bolsonaro declarou ter identificado a possibilidade de ampliar os acordos comerciais entre os dois países.
De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, a viagem do presidente ao país asiático faz parte do esforço feito pelo governo de melhorar o ambiente de negócios, abrir a economia brasileira e aumentar a inserção nos fluxos internacionais de comércio e nas cadeias globais de valor, além de tornar o Brasil mais atraente para investidores estrangeiros em benefício da população.
No dia 25, estão previstos encontros de Bolsonaro com o primeiro-ministro e com o presidente indiano, Ram Nath Kovind. Os principais temas da agenda bilateral a serem debatidos são comércio e investimentos; cooperação em energia, ciência, tecnologia e inovação, agricultura e defesa; diálogo político e coordenação em foros internacionais. 
Acordos bilaterais
Alguns acordos foram negociados, ou estão em fase final de negociação, para serem firmados na visita oficial de Bolsonaro à Índia durante a cerimônia de atos, prevista para o dia 25. Os textos estabelecem cooperação nas áreas de investimentos; previdência social; energia; recursos minerais; segurança cibernética; cooperação jurídica; saúde; ciência e tecnologia; e cultura. Além disso, deverá ser adotado o Plano de Ação para Fortalecer a Parceria Estratégica, documento que possibilitará o acompanhamento dos resultados alcançados nas áreas de cooperação.
Para o embaixador  Lago, esses novos acordos “vão assegurar uma nova fase da relação entre os nossos dois países.”
Diversos acordos bilaterais já foram assinados, como o Acordo sobre Cooperação nos Campos da Ciência e Tecnologia (1985), o Acordo sobre Cooperação em Assuntos Relativos à Defesa (2003), o Acordo-Quadro sobre a Cooperação nos Usos Pacíficos do Espaço Exterior (2004) e o Memorando de Entendimento para a Cooperação em Agricultura e Setores Afins (2008). 
Relações 
O Brasil e a Índia são países democráticos, de vasta extensão territorial e com grande população. As semelhanças entre os dois países e a intensidade do relacionamento contribuem para a coordenação em organismos e foros internacionais, como IBAS, BRICS e BASIC (grupo na área da convenção de mudança do clima), além de G4 e G20, que defendem mudanças no Conselho de Segurança da ONU.
André Corrêa do Lago ressaltou que as relações entre os dois países são estreitas há muitos anos, no entanto, deveriam estar ainda mais. “Mas na realidade, nós deveríamos estar muito mais próximos. Nós somos dois grandes países em desenvolvimento, que avançaram imensamente, que têm algumas áreas nas quais nós temos indústria de ponta, nós temos pesquisas extraordinárias, e, se nós trabalhamos juntos, isso vai ser extremamente favorável para os dois países.”
Ele afirmou que, por parte da Índia, há grandes avanços na área espacial, e, do Brasil, destaques nas áreas de aviação, com a Embraer, e de pesquisa de tecnologia de agricultura tropical, campo em que a Embrapa se destaca mundialmente. 
Ásia
De acordo com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), a Ásia, região mais dinâmica do mundo, tem atualmente quatro bilhões de pessoas, o que representa 65% da população mundial. Já é o principal destino das exportações brasileiras – 41% das vendas globais – e bastante expressivo nas importações – 33,8%.
O MRE destacou que a realidade é de aproximação comercial, mas há muito potencial a ser  explorado, a exemplo da Índia, que será o país mais populoso do mundo em 2030 – 1,3 bilhão de habitantes – e tem crescido 7% ao ano. Há ainda grande desenvolvimento de todo tipo de tecnologia na região, área a que o governo atual tem dado muita importância.

Gov.Br

 

Redação

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