Planeta perde 24 bilhões de toneladas de solo fértil todos os anos

 

 

Até 2045, cerca de 135 milhões de pessoas poderão ser deslocadas como resultado da desertificação. O fenômeno causa mais mortes e desloca mais pessoas do que qualquer outro desastre natural.
Segundo a ONU, a desertificação, a degradação da terra e a seca são grandes ameaças que afetam milhões de pessoas em todo o mundo, especialmente mulheres e crianças. O mundo perde 24 bilhões de toneladas de solo fértil todos os anos e a degradação dos solos reduz o Produto Interno Bruto, PIB, nos países em desenvolvimento em até 8% ao ano.
As Nações Unidas pretendem celebrar as décadas de progresso e, ao mesmo tempo, analisar os próximos 25 anos, com o objetivo de alcançar a neutralidade da degradação da terra. Atingir essa meta pode ser conseguido reabilitando terras já degradadas, ampliando a gestão sustentável da terra e acelerando iniciativas de restauração.
A ONU diz que um mundo com neutralidade da degradação da terra “fornece uma base sólida para redução da pobreza, alimentos, segurança hídrica, bem como mitigação e adaptação às mudanças climáticas.”

 

Causas
A desertificação é causada principalmente por atividades humanas e variações climáticas. Pobreza, instabilidade política, desmatamento, pastoreio excessivo e más práticas de irrigação podem prejudicar a produtividade.
Até 2025, 1,8 bilhão de pessoas sofrerão com escassez absoluta de água, e dois terços do mundo viverão sob condições de estresse hídrico. A restauração dos solos de ecossistemas degradados tem o potencial de armazenar até 3 bilhões de toneladas de carbono por ano.
O setor de uso da terra representa quase 25% do total de emissões globais. A sua reabilitação e gestão sustentável é fundamental para combater as alterações climáticas.
Na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, a Meta 15 estabelece o objetivo de deter e reverter a degradação da terra.

ONU

 

 

 

Redação

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