Cinco dicas para iniciar vendas online com rapidez

É possível viabilizar um negócio na internet com agilidade e baixo investimento 
A pandemia da COVID-19 provocou impactos significativos sobre os pequenos negócios. A recomendação de isolamento da população mudou os hábitos do consumidor e a forma de comercialização dos produtos. Neste cenário, os comerciantes que já possuíam ferramentas de venda online conseguiram minimizar os prejuízos, mas aqueles que não tinham qualquer presença digital sentiram o baque da crise.
A questão agora é como começar, o mais rapidamente possível, a montar uma estrutura mínima para atendimento online. “Existem muitos caminhos para viabilizar um negócio na internet com certa agilidade e sem que seja necessário um investimento muito alto”, explica Fábio Miranda, especialista da Hi Platform, plataforma de relacionamento e experiência do consumidor.
Miranda explica que existem startups cujo negócio é fazer parcerias com pequenos e médios empresários que não sabem como se movimentar nesse mundo do varejo digital e que as redes sociais também são muito eficientes. “WhatsApp, Facebook e Instagram são redes praticamente gratuitas. Com R$ 90 por mês, é possível contratar ferramentas que conseguem traçar o perfil do público da marca”, explica
A consultoria de inovação digital Go.K tem recebido muitos contatos de micro, pequenas e médias empresas do varejo para começar a vender online. Pedimos ao gerente de e-commerce da empresa, Ed Carlos, para separar algumas dicas para quem precisa ter presença online imediatamente. Confira!!

Utilize plataformas prontas
Plataformas de vendas como o Mercado Livre podem ser uma boa alternativa para comercializar qualquer tipo de produto. É possível criar uma conta grátis, usar os meios de pagamento já inclusos e o serviço de logística dos Correios, tudo de forma integrada. O maior trabalho neste caso será cadastrar os produtos. Aqui é indicado focar naqueles com mais estoque ou maior valor. O importante é aproveitar as milhares visitas diárias que o portal recebe.
Crie formas de divulgação digital
Vídeos no YouTube, posts no Instagram e Facebook são meios que ajudam a chegar mais rápido até o público. Atendimentos via WhatsApp é uma ótima alternativa, ainda mais para aqueles que mantém um contato mais próximo com o cliente. Alguns mercados de bairro estão usando esta estratégia, divulgando um número exclusivo para esse atendimento e fazendo entregas no entorno do bairro. Já o Facebook possui mais de 100 milhões de contas ativas e mantém uma área exclusiva de Marketplace, além ferramentas de anúncio para seus usuários.
Facilite as formas de pagamentos
Esse item pode ser crucial para o cliente comprar ou não. Ainda mais numa época em que as pessoas estão evitando inclusive bancos e ficando com menos dinheiro vivo na carteira. Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e Serviço de Proteção ao Crédito mostra que 69% dos brasileiros parcelam as compras no cartão de crédito. Com isso, o importante é dar várias opções de pagamento online, como PayPal, MercadoPago, PagSeguro, entre outros, além de fechar convênios fáceis e rápidos com parceiros.
Ofereça maneiras alternativas de entrega
Considerada um dos pilares do comércio online, já que todos esperam receber suas compras em perfeito estado e dentro do prazo estipulado, são várias as formas disponíveis atualmente. Como Correios e transportadoras estão mantendo seus serviços em funcionamento durante a pandemia, são duas opções bastante utilizadas. Outras opções são a entrega por motoboy, que agiliza o processo, utilizar veículo próprio ou bicicleta, dependendo da distância, o que pode gerar uma boa economia ao final do dia. E, para aqueles que conseguem, oferecer o frete grátis nessa situação pode incentivar ainda mais as vendas.
Não deixe de pensar no futuro
A ação para a venda online é uma emergência agora, mas ela já se impõe como uma realidade também no cenário pós-Covide. Portanto, comece a planejar a implantação de uma página exclusiva para vendas online. Essa implantação costuma demandar um prazo médio de 3 a 6 meses, o que pode ser uma oportunidade para os comerciantes iniciarem a implantação de seus e-commerces sem correria.

CNDL

 

Redação

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