As antigas revistas brasileiras

As revistas semanais foram muito importantes no Brasil, principalmente antes da expansão da TV. Era através das revistas que as imagens e notícias chegavam aos leitores. Até os anos 1950 era o rádio das grandes capitais que imperava, por meio de ondas curtas. E assim as revistas valorizavam as imagens, que eram o seu diferencial.
A revista “O Cruzeiro” foi lançada em 1928 por Assis Chateubriand. O modelo de revista valorizava reportagens e fotografias. E trazia o resumo da semana, desenhistas em páginas de humor, fotos e notícias sobre celebridades, política nacional ou catástrofes.

 

A primeira concorrente foi a Revista Manchete, de 1952, da editora de Adolfo Bloch. O modelo era parecido, mas valorizava as boas imagens, com alta qualidade de impressão colorida, o que impressionava os leitores, na época em que um aparelho de TV em casa ainda era raro. A chegada da televisão colorida, em 1972, foi um fator que prejudicou muito as revistas, que priorizavam as imagens. 
A revista “Realidade” surgiu em 1966, modernizando a visão sobre as revistas. Reportagens de qualidade e aprofundamento, com visão crítica marcaram as edições, que duraram dez anos, e justamente no auge da censura no Brasil.
O mesmo editor de Realidade, Victor Civita, lançou em 1968 a  revista “Veja”, com o slogan: “A revista que faltava”. Ainda hoje ela domina o mercado, seguida pela “Época” e pela “Isto É”.
Para saber mais sobre o tema, clique aqui para conhecer o grupo “Memória das Revistas Brasileiras” no Facebook.
Capa de “O Cruzeiro” em 1940.
“O Cruzeiro” em 1960 sobre a inauguração de Brasília.
1963

 

                                                                                                                                                                     

 

 

1961
1992
1982
1963
1962
1962

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Redação

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